O Maranhão voltou a figurar entre os estados com as contas públicas mais equilibradas do país. Em análise divulgada nesta segunda-feira (3), o economista e colunista do Estadão, Pedro Fernando Nery, destacou que o estado integra o grupo com nota A na Capacidade de Pagamento (Capag), classificação máxima atribuída pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN) aos governos estaduais que apresentam maior solidez fiscal.
A Capag é um dos principais indicadores utilizados pelo Tesouro Nacional para avaliar a situação financeira dos estados. A classificação considera fatores como o nível de endividamento, a capacidade de geração de poupança e a liquidez, servindo também como referência para a concessão de operações de crédito com garantia da União.
Ao comentar os resultados, Nery ressaltou que Maranhão, Amapá e Ceará alcançaram a melhor avaliação do levantamento. Em contrapartida, estados como São Paulo aparecem com nota B, enquanto Rio de Janeiro e Minas Gerais permanecem na faixa D, a mais baixa da classificação.
Durante a análise, o economista observou que o desempenho de estados das regiões Norte e Nordeste tem superado o de importantes economias do Sudeste no quesito equilíbrio fiscal. Segundo ele, essa realidade ajuda a desfazer a percepção de que apenas os estados mais ricos sustentam as finanças nacionais, lembrando que sucessivas renegociações de dívidas concedidas pela União a estados altamente endividados também representam uma forma de benefício financeiro.
A manifestação repercutiu nas redes sociais e foi comentada pelo governador Carlos Brandão. Ao celebrar o reconhecimento, o chefe do Executivo estadual afirmou que a nota A reflete uma gestão pautada pela responsabilidade fiscal e reforça a capacidade do Maranhão de manter investimentos em infraestrutura, saúde, educação e outras áreas estratégicas para o desenvolvimento do estado.
